quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A “ESTRATÉGIA ÁUREA” – LIBERTAÇÃO & “RECRIAÇÃO” DO MUNDO

Síntese entre Walden e Walden II e ainda mais, para aqueles que querem realmente “fazer a diferença” nos tempos atuais, a “Estratégia Áurea” representa um procedimento tradicional de livramento empregado na recriação e na regeneração da cultura humana. A fórmula a seguir está especialmente adaptada aos tempos novos “pós-civilizados” ou “pós-racionais”.


Fase 1: a Comuna Urbana. Enclave de vida-sabedoria nas cidades velhas e nas Monstrópolis, para fornecer informação sobre a “Morte Organizada” (“sistema”’) e sobre a “Estratégia Áurea” de libertação universal. Trata-se de um centro-de-passagem e um polo de auto-triagem vocacional para discernir entre aqueles que os cátaros (inspirados em Jesus) chamaram de simples” e “perfeitos”, e onde aos “simples” será sugerido dirigir-se diretamente para uma Comuncidade de sociotreinamento (ver “Fase 3” abaixo), e aos “perfeitos” será sugerido se dirigir para uma Comuna Rural de autrotreinamento (ver “Fase 2” a seguir).

Fase 2: a Comuna RURAL. Trata-se de um núcleo de aperfeiçoamento holístico onde os candidatos à “perfeição” poderão evoluir como um todo e eventualmente emergir como lideranças naturais para coordenar alguma das várias “estruturas” da Estratégia Áurea, especialmente as Comuncidades.

Fase 3: a ComuNCIDADE. A Cidade-comunidade ou Cosmópolis é um pólo rurubano igualitário e um chakra-social criador e regenerador, onde a pessoa “simples” em especial poderá exercer a sua força criativa de maneira positiva -sobretudo na construção das estruturas físicas e morais da “Estratégia Áurea”, com foco especial na agroflorestal e na educação integral- e a pessoa “perfeita” poderá avançar na sua senda de aperfeiçoamento e “socializar” os seus altos dons criativos, através do ensino e da orientação.

Fase 4: o pluriculturalismo. A partir da atividade criadora/regeneradora das Comuncidades, se exerce várias formas de fomento pluricultural, a saber:
a. A replicação das próprias Comuncidades que, ao invés de crescer se multiplicarão como células orgânicas, como modus vivendi natural de terceiro grau; através disto as cidades velhas e sobretudo as Monstrópolis já em crise terminarão de definhar e sucumbir, pois as pessoas em geral já não terão nenhuma razão para nelas permanecer.

b. A ampla difusão de pequenas vilas, aldeias e comunas rurais como modus vivendi natural de segundo grau, destinadas como vimos especialmente para aqueles que aspiram por uma vida de auto-aperfeiçoamento, mas agora também para o homem simples que poderá voltar a exercer atividades rurais sob a proteção das Comuncidades e ao abrigo da “Morte Organizada” e das cidades materialistas predadoras;

c. A habilitação sócio-ambiental para a vida nômade como modus vivendi natural de primeiro grau numa Natureza plenamente restaurada, como uma espécie de ideal áureo supremo que caracteriza a humanidade original pré-civilizada e também a forma livre de ser dos grandes homens perfeitos.

Resumo: O grande objetivo da “Estratégia Áurea” é a criação de zonas autônomas sustentáveis de deserção e de recriação pluricultural, como Noozonas de cultura integrada e holística. O objeto é fazer a vida reflorescer e se renovar, reunindo os tempos da humanidade ao resgatar e renovar valores, abrindo as portas para a vivência dos verdadeiros novos paradigmas da evolução humana. O resgate do passado apenas pode ser feito tendo os olhos postos no futuro.

A MetodoLOgia: A vida se renova se recriando alhures e não apenas se destruindo aqui. Um sistema apenas pode cair quando houver um “sistema” substituto e realmente melhor e mais avançado, mesmo que “natural” ou de perfil não-civilizador, capaz de substituir o antigo com vantagens. 
Um sistema não pode ser derrotado apenas pela sua desarticulação e sem se saber com certeza se a nova proposta é realmente viável e segura, uma vez que na ausência de referências sólidas novas todas as forças do velho se voltarão contra aqueles que pretendem destruir aquilo que já existe. Assim, nossas estratégias de libertação serão criativas e pacíficas e não serão ofensivas ou agressivas, pois consideramos este comportamento como anti-estratégico e eticamente contraproducentes; greves e boicotes ainda poderão ser aceitos mas considerados secundários.

Para saber mais, participe do facegrupo ZAS-ZonasAutônomas Sustentáveis

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