sábado, 25 de setembro de 2010

Etnia: a nova face do Nacionalismo


Etnia é um segmento da divisão racial formemente marcado pelo aspecto cultural, não obstante seguir certos padrões mais ou menos regulares, como a expressão marcante de uma identidade cultural. A verdadeira base da etnia não é a raça, mas a cultura, quiçá a própria religião, assim como a língua ou o dialeto.
As etnias são estudadas academicamente pela Etnologia: “A etnologia praticada pelos antropólogos ocupa-se do estudo das culturas no tocante a suas formas tradicionais e de sua adaptação às condições em mudança no mundo moderno.” (Enciclopédia® Microsoft® Encarta 99)

Etnias são comumente expressões humanas bastante integradas ao todo, com amplo trânsito tanto nas questões telúricas como nas espirituais, denotando assim um expresso equilíbrio. De fato, uma questão que marca as fundações étnicas, é o seu definido berço espiritual, muitas vezes relacionado a revelações específicas da qual são porta-vozes, assim como a um sentido de povo eleito, quiçá destinado desta forma a expandir uma certa visão de mundo, ocasionando também que muitas etnias tem a sua base em antigas Escolas de Iniciação, que alcançaram influenciar coletividades inteiras graças à abertura da sua cosmovisão.
O Etnismo expressa uma forma tradicional de nacionalismo, atualmente emergente por haver chegado a sua expressão histórica em escala maior ou dentro da sociedade moderna.
A Etnologia comumente sofre conflitos com as pretensões hegemônicas da Modernidade, na medida em que o Etnismo trabalho um conceito de mesocosmo muito equilibrado e bem definido, centralizado na harmonia entre o indivíduo e a coletividade, assim como numa idéia particular de território de contornos sagrados e invioláveis.

As nações tiveram início nestes agrupamentos humanos, baseados em clãs e em deuses tutelares. Com a chegada do ciclo áryo, alguns clãs foram chamados a constituir Estados, tendo em vista a união e a pacificação de forças sociais cada vez mais poderosas e agressivas.
Hoje em dia, podemos observar a emergência das etnias no cenário político mundial. Os foros sociais estão cada vez mais dominados pelo espírito étnico, e o próprio nacionalismo estatal adquire contornos etnistas, sobretudo na América Latina e na África. Na Europa se acirra a questão migratória e recrudescem as políticas xenófobas, por vezes temerosas da perda da identidade local.

A Etnicidade no Brasil

No Brasil, a questão étnica necessita ainda ser muito trabalhada. As centenas de etnias que havia aqui no século XVI em estado de equilíbrio milenar, começaram a ser dizimadas e usadas como massa de manobra dentro da disputas regionais entre as forças invasoras.
Embora houvesse certos padrões comuns, a diversidade existente entre estas tantas nações nativas também eram significativas. Tudo isto ainda foi enriquecido pelas raças e nações que com eles entraram em contato, brancas e negras, resultando em muitas novas combinações.
Deste modo se foi organizando este grande país, na verdade ainda hoje em formação. Dentro da nação moderna, aquilo que melhor define a questão étnica são as suas divisões regionais, apesar da unificação lingüística hoje alcançada, coisa todavia distinta do período formativo da nação. O Regionalismo é a realidade mais pulsante dentro da cultura nacional, comumente em conflito com o centralismo estatal na sua tentativa de forjar uma identidade única.
As regiões estão influenciadas tantos pelas suas etnias formadoras, como também pelos momentos históricos nos quais elas têm sido organizadas no cenário nacional de miscigenações e aculturação, a começar pelo Nordeste com sua remanescente influência medievalista, o Sudeste com sua marca de modernidade, o Sul com sua cultura original, e assim por diante.
Dentro desta questão evolucionária, o Etnismo também termina por encontrar o seu momento, favorecendo a esperança de um resgate.
O Brasil é um país que está sujeito a um calendário evolutivo muito preciso –que na verdade é também um calendário Novo Mundista, de certo modo até mesmo mundial-, a respeito do qual a mudança cíclica das Capitais Federais dá um dos mais eloquentes testemunhos, marcando o ritmo da formação das classes sociais, tendo por pano-de-fundo a organização cíclica de uma “nova” região do país.
Nesta Cosmologia sócio-ocultural, três classes têm sido já sistematicamente trabalhadas, especialmente o proletarizado a partir do Nordeste e a burguesia a partir do Sudeste. Naturalmente, todo o país sofreu os reflexos destes momentos centrais. Atualmente, o processo de repete através da consolidação de uma aristocracia cultural no Centro-Oeste, colocando a base para a cultura dos guerreiros sociais, tal como era a mentalidade política mundial da época em que foi criada Brasília.
É dentro desta etapa socializante, que entra com maior afinco a questão nacionalista e também etnista. É o momento adequado de configurar um ser humano enobrecido, pensante e integrado nas suas várias dimensões, e também radicado num solo capaz de lhe fornecer não somente as bases de subsistência, como também uma imagem manifestada do próprio céu, quer dizer, em harmonia com as leis cósmicas, ou uma terra sagrada, enfim. Da mesma forma, como toca nesta fase, redefinir a importância das Regiões do país, a fim de fomentar a identidade das suas etnias constituintes.
A análise do Calendário Cronocrator, tradicionalmente usado para medir os ciclos das civilizações, atesta que a partir de 2020 começa o ciclo do nacional-espiritualismo, sobretudo nacional. A partir dali se começará a consagrar a nação ao Mais Alto, preparando já a cultura espiritual que terá a sua base futura na Região Norte no século XXI. Este momento pós-2020 será o do profetismo nacional, do êxodo organizado e da fundação das religiões nacionais, talvez da preparação da nova religião ecumênica de Estado.

* Da obra “Vivendo o Tempo das Profecias”, Luís A.W. Salvi

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